quinta-feira, 17 de março de 2016

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO (II) - O HEROI OU VILÃO PARA ECONOMIA NACIONAL?




Antes de fazer um pequeno questionamento quanto a influência do imposto de importação devemos fazer uma breve analise e raio x nele.

Como sabemos, ou não, o imposto de importação é uma forma de contribuição no qual o fato gerador ocorre com o transporte de mercadoria estrangeira para o território aduaneiro, a alíquota do imposto de importação irá incidir sobre o total do número de mercadorias a serem importadas. O II é também um imposto extrafiscal, ou seja, sua finalidade não é de arrecadação, mas sim de regulação ou controle de produtos estrangeiro no mercado nacional, com altas taxas de alíquotas o imposto visa a desestimulação.

Outro ponto que vale se tratado e que este tributo faz parte da chave composta pelo II,IE IOF, pois estes são exceção as dois princípios do direto tributário, sendo eles o princípio da legalidade, que presa que a criação de novos tributos deve ser por criação de leis novas, porem este imposto de importação, se tratando de majoração da alíquota, pode ser feito através de medida provisória.

Já ao princípio da anterioridade fiscal, o II e uma exceção, pois este quando tem sua alíquota majorada começa a valer imediatamente sem respeitar os 90 dias ou o próximo exercício fiscal de espera para ter sua validade, dessa forma validade da alteração do II e imediata, tudo em prol a proteção do mercado nacional.

Após um pequeno resumo sobre o II e sua função no sistema econômico brasileiro, já que este protege a economia como uma barreira para que os produtos advindos de países desenvolvidos ou de mão de obras baratas não leve a indústria nacional a um colapso, porem no meio de tudo isso até aonde essa barreira está sendo um benéfico e aonde ele começa apesar um problema?

Bem vamos olhar o cenário global que nos situamos, sim! Um mundo globalizado, industrial e tecnológico! Porem neste mundo tecnológico a países que não acompanharam este desenvolvimento seja por questão políticas, ideológicas ou até econômicas mais importar um produto industrializado não faria que a livre concorrência de fato corresse no mercado nacional? Afinal quem tem os melhores produtos e atendimentos atraem os melhores clientes! Isso seria um ponto de vista que devia ser estuda afinal se abaixássemos a aliquota do II para uma taxa não tão pesada quanto é hoje está entrada de produtos internacionais forçaria a indústria brasileira correr como se fosse uma maratona para entrar no pique da multinacionais, afinal o fato de brasileiros comprarem produtos do exterior e porque os produtos nacionais não são suficientes para atender suas necessidades, e se houvesse esse desenvolvimento na indústria acha que tal tributo seria necessário, afinal o II só esteja mascarando o medo e incapacidade de desenvolvimento da indústria , afinal Lennin, quando implantou o socialismo na antiga URSS pensava em nacionalizar a indústria local, porém para esta indústria se desenvolver fortemente precisava da livre concorrência do capital estrangeiro, afinal isso manteria o fogo da disputa e do desenvolvimento, vendo este exemplo histórico podemos ver que a alta taxa do II está se tornando a cortina de ferro brasileiro, que apesar de grandes cientistas e empreendedores não tem grande revolução tecnológica, haja em vista que não financiamos estas mentes brilhantes.

Dessa forma os perdemos para outros países que financiam suas pesquisas e tudo que eles poderiam criar que pudesse desenvolver a indústria, dessa forma pensamos estamos indo em direção aos carros voadores dos Jetsons ou estamos retrocedendo a o carro movido a impulso de pedaladas dos Flintstones, já uma super proteção pode levar ao retrocesso do que ao progresso.

Emir Beltrão da Silva Neto

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