Brasil, um país
com desigualdades tão colossais quanto suas dimensões continentais. A frase
seria cômica se não fosse tão trágica.
Nos últimos
tempos vimos que o Estado começa a reagir contra corruptos, os ladrões do
colarinho branco que atuam nas maiores empresas do país fazendo todo tipo de
artimanha para conseguir licitações fraudulentas para enfim poderem se perpetuar mamando nas
tetas do inchado Estado brasileiro.
Assim como os
profissionais éticos, responsáveis e eficientes que estão à frente dessas
mudanças em nosso país, nossos congressistas poderiam ter o mínimo de decência
quanto a questões quase eternas, como a reforma tributária, que é o que nos
interessa neste blog.
Evidente que a
maioria deles está mais preocupado em legislar em causa própria e de seus
pares, sem que deixem afetar seus interesses e altos padrões de vida.
Baseado nessas
vagarosidades do sistema inúmeros grupos sociais começam a se mexer, à exemplo
do Dieese, CUT e outros semelhantes, que agora tomam a frente e fazem
mobilização para que o governo tome providências quanto a tributação de
embarcações e aeronaves, num esquema semelhante ao do IPVA para carros e motos.
Diferentemente de
quem vê essa medida como ruim, a tributação desses bens traria mais dinheiro
para o Estado, visto que a capacidade contributiva de quem consegue ter posse
de iate ou mesmo um jatinho particular é consideravelmente maior que a média
geral da população. Não só embarcações e aeronaves particulares, mas muitos
bens supérfulos ou de luxo, álcool e tabaco e outros que podem gerar
dependência deveriam ser muito mais tributados, a fim de desonerar itens
realmente necessários à existência e sobrevivência, como alimentos,
medicamentos e produtos de higiene.
Numa visão
particular é absurda a idéia de ter uma maioria com menor capacidade
contributiva pagando um imposto alto e, ao mesmo tempo, ter uma minoria com
muita capacidade gozando de isenção utilizando estes bens que são até mil vezes mais
caros dos mais simples são de posse da maioria. No país todo, todos os dias, milhares de veículos
novos são licenciados pelos municípios, cuja alíquota varia de 2% a 4% sobre o
valor do veículo. O IPVA é anual, e dependendo do valor, é um
dinheiro que faz falta no orçamento de muitos, visto que no Brasil não há um retorno satisfatório de serviços de
qualidade a altura do imposto pago. Mas até agora nada mudou, ele segue sendo
cobrado mesmo assim, desde que sucedeu a Taxa Rodoviária Única, estabelecida em 1969 e substituída em 1985, pelo imposto vigora até hoje.
Segundo dados recentes, o número de
aeronaves particulares e embarcações de luxo aumentou consideravelmente no
Brasil nos últimos anos. Só esse fato já, ou deveria, ser o suficiente para despertar o interesse dos
parlamentares, a exemplo do Deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que apresentou
este ano (2016) um projeto para criação de um imposto semelhante ao IPVA para quem possui estes bens de luxo (barcos e
aeronaves) para uso particular, que excluiria, evidentemente, aqueles utilizados para turismo e comercio. A justificativa do deputado é
semelhante ao que já foi supracitado neste texto.
De forma
surpreendente quanto este tema, o Supremo Tribunal Federal reafirmou utilizando de precedentes que barcos e
aeronaves não devem pagar o imposto sobre propriedade de veículos automotores
por não se tratarem de veículos automotores. Nota-se que foi uma interpretação tola,
leviana e literal, por parte dos ministros que compõe a suprema corte, pois foi feita sem uma análise
ampla e superior a respeito do tema e de como as coisas têm mudado no país com o passar do tempo.
Preferiram a literalidade à mudança, que poderia aliviar a carga do
contribuinte com menor poder, praticamente 90% dessa nação.
Cabe a nós, que em breve estaremos atuando no mundo jurídico, fazer a diferença nesse novo século, lutando pelas mudanças necessárias não apenas no campo tributário, mas que juntos possamos fazer uma revolução no Poder Judiciário brasileiro para enfim ver este grande país nos trilhos da ética e justiça para com todos!
Cabe a nós, que em breve estaremos atuando no mundo jurídico, fazer a diferença nesse novo século, lutando pelas mudanças necessárias não apenas no campo tributário, mas que juntos possamos fazer uma revolução no Poder Judiciário brasileiro para enfim ver este grande país nos trilhos da ética e justiça para com todos!
Roberto Cezar Oliveira Sena

A meu ver a crescente desigualdade no brasil se da pelo fato de que aqueles que se consideram guardioes do direito e da CF/88 em miitos desses casos seriso muitas vezes se omitem ou tomam decisoes tolas, alem de em.caso pfios darem uma importancia extrema,ainda mais por nao instituirem o imposto sobre grande fortunas no qual poderia seria considerado o começo para se instituir equilibrio tributario, poremntais coisas como essas sejam reflexos politicos de nossas decisoes ao escolher nossos representantes ja que damos mais atençao a realyt shows, novelas, brigas de quem e a melhor torcida e melhor time no futebol,alem de dissiminar o odio e discriminaçao pela mesma causa,quando deviamos estar de olho nos debates e propostas dos candidatos ao poder. Fora este lado politico, todo.cidadao deveria buscar seus direitos tanto em busca da sua igualdade tributaria vendo que os pobres sao quem levam a arrecadaçao do estado a bater recordes e os ricos mal sentem our sai do bolso deles devido a tributaçao!
ResponderExcluira desigualdade infelizmente é clara em vários aspectos em nosso país. com o assunto abordado ficou visivel a questão. parabéns pela abordagem crítica e suas singelas opiniões.
ResponderExcluirJéssica Martins